Saiba tudo sobre o Lúpus

Lúpus é uma doença crônica autoimune, identificada por inflamações na pele, articulações, rins, pulmões, olhos, cérebro e coração. Esse tipo de doença ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. Assim, o corpo produz uma quantidade de anticorpos muito maior, e desse desequilíbrio acaba resultando mau funcionamento. O lúpus pode ser dividido em quatro tipos: discoide, sistêmico, induzido por drogas e neonatal. Acompanhe este artigo para conhecer um pouco mais sobre cada um deles.

Quais são os tipos de lúpus?

No lúpus discoide, a inflamação é sempre na pele. É possível identificá-lo devido ao surgimento de lesões cutâneas avermelhadas no rosto, nuca ou couro cabeludo. O lúpus sistêmico é o mais comum, podendo ser leve ou grave. A inflamação se dá no organismo, comprometendo vários órgãos ou sistemas do corpo. Os sintomas podem variar dependendo do local da inflamação. Em alguns casos, o paciente com lúpus discoide pode evoluir para a forma sistêmica.

Já o lúpus induzido por drogas ou medicamentos pode acarretar em uma inflamação temporária e provocar sintomas muito semelhantes aos do lúpus sistêmico. Com a suspensão do uso das substâncias, as manifestações desaparecem. Por fim, o lúpus neonatal é uma condição mais rara, que afeta os filhos de mulheres com lúpus por meio dos anticorpos da mãe passados para a criança no útero. Ao nascer, o bebê pode ter uma erupção cutânea, problemas no fígado ou baixa contagem de células sanguíneas, porém os sintomas desaparecem por completo após vários meses sem efeitos duradouros. Algumas crianças com a doença podem também apresentar defeito cardíaco grave. Felizmente, com testes adequados, é possível identificar mães em risco, facilitando o tratamento de seu filho antes mesmo dele nascer.

Quais as causas da doença?

Ainda que seja mais comum em mulheres jovens e em pessoas negras, hispânicas e asiáticas, a causa do lúpus não é conhecida. Algumas pesquisas indicam que a doença seja resultado de uma série de fatores, como genética e meio ambiente. De acordo com pesquisadores, a luz solar, infecções e medicamentos para controlar convulsões ou para pressão alta podem influenciar o desenvolvimento de lúpus.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem surgir de repente ou lentamente. Podem também ser considerados moderados ou graves, temporários ou permanentes. A maioria dos pacientes apresenta sintomas moderados, que surgem esporadicamente por meio de crises, em que os sinais se agravam por um tempo e depois desaparecem. Alguns dos sintomas mais comuns são: fadiga, febre, dor nas articulações, dificuldade para respirar, dor no peito, rigidez muscular e inchaços, queda de cabelo, ansiedade e mal-estar. Um sintoma bem comum que afeta cerca de metade das pessoas com lúpus é o rash cutâneo, uma vermelhidão na face que se assemelha ao formato de uma borboleta.

Como é feito o tratamento?

Apesar de não haver cura definitiva, o lúpus pode ser tratado. Com o acompanhamento e tratamento adequados, cerca de 80 a 90% das pessoas com lúpus conseguem viver uma vida normal. O principal objetivo do tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Em casos mais brandos, o lúpus pode ser tratado com anti-inflamatórios não esteroides para artrite e pleurisia, protetor solar para as lesões de pele, corticoide tópico para pequenas lesões cutâneas e também com uma droga antimalárica (hidroxicloroquina) e corticoides de baixa dosagem para os sintomas de pele e artrite.

Para o tratamento de casos mais graves, como anemia hemolítica, amplo envolvimento cardíaco ou pulmonar, doença renal ou envolvimento do sistema nervoso central, é utilizada alta dosagem de corticoides ou medicamentos para diminuir a resposta do sistema imunológico do corpo (imunossupressores). Caso não houver melhora ou se os sintomas piorarem após interromper o uso, são usadas drogas citotóxicas, que bloqueiam o crescimento celular.

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