Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

O QUE É?

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ou apenas Lúpus é uma doença inflamatória autoimune. Essa complicação é crônica e seus sintomas podem surgir em diversos órgãos, durante meses ou de maneira mais rápida, em semanas. Há dois tipos principais:

● Lúpus Discoide: afeta apenas a pele. Pode ser identificado através de manchas ou lesões avermelhadas na pele, as principais áreas atingidas são aquelas que ficam mais expostas ao sol, como o rosto, nuca e orelhas.

● Lúpus Sistêmico: o tipo mais comum e varia entre casos leves e graves. Esse tipo lesiona um ou mais órgãos, por isso, a inflamação acontece em todo o organismo do paciente.

CAUSAS

Não se sabe ao certo a causa do LES, porém, sabe-se que a doença possui relação com fatores hormonais, genéticos, infecciosos e hormonais. Além disso, algumas causas externas podem contribuir para esse desenvolvimento, como por exemplo, se expor ao sol de forma inapropriada ou em horários inadequados e fazer o uso de medicamentos.

Sendo assim, a análise dos sintomas de cada paciente deve ser feita de forma única, pois as causas dependerão do tipo e do desenvolvimento de anticorpo da pessoa, a fim de se relacionar com suas características genéticas.

SINTOMAS

Os sintomas podem surgir separadamente, de forma conjunta ou sequencial. Também podem ser leves ou moderados, temporariamente ou permanentemente. Confira os principais sintomas:

● Febre;

● Dor nas articulações;

● Manchas na pele;

● Rigidez muscular;

● Fadiga;

● Mal-estar.

DIAGNÓSTICO

Ainda não há nenhum exame ou teste específico para o diagnóstico da doença, e como os sintomas são variados e os casos divergem de paciente para paciente, exames de sangue e urina auxiliam no processo de verificação do LES. Além disso, o fator ou anticorpo antinuclear faz parte de um outro exame relevante para o processo, conhecido como FAN. Esse exame de sangue apresenta-se positivo na maioria dos portadores de lúpus.

TRATAMENTO

Embora o lúpus não apresente cura até o momento, há diversos tratamentos a fim de controlar as crises e evolução da doença e, consequentemente, auxiliam no regulamento do sistema imunológico. O tratamento deve ser realizado de forma de individualizada, pois o método a ser escolhido dependerá do nível de intensidade e agressividade da doença.

O uso de antimaláricos, cloroquina e hidroxicloroquina são essenciais nesse processo, pois impedem que a doença entre em atividade. O uso de imunossupressores, corticoides e a realização de terapias também podem ser inseridos no tratamento.